quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Número de mulheres que investem na Bolsa de Valores tem crescimento significativo



25/04/2011 - 12h44 | Atualizado em 25/04/2011 - 16h36
Número de mulheres que investem na Bolsa de Valores tem crescimento significativo
Sandra Blanco dá dicas de como as mulheres podem ganhar mais dinheiro fazendo investimentos pessoais
Por: Andrezza Ribeiro / Alessandra Gardezani
RECIFE / SÃO PAULO

Nos últimos anos a BM&F Bovespa registrou um aumento significativo no número de mulheres que investem na bolsa de valores.
No geral as mulheres se interessam mais em sobre as notícias e acontecimentos ao redor do mundo. Nesta nova geração em que vivemos não podemos dizer que as mulheres servem somente para cuidar das crianças, lavar, passar e cuidar da casa. Não hoje as coisas são bem diferentes e dados comprovam esta estatística.
Segundo dados da Bovespa, cerca de 150 mil mulheres investem na bolsa conta 448 mil homens, é um número significativa em relação há alguns anos atrás em que mulheres não tinham direto direito a muitas escolhas.
Um das pessoas que faz muito sucesso neste ramo e ajuda outras mulheres a se dar bem é a escritora e consultora de finanças pessoas,Sandra Blanco, que tem mais de dez anos de experiência no Brasil e no exterior .Ela é pioneira no mercado, trabalhou na Merril Lynch, nos EUA e fundou o primeiro clube de investimento feminino brasileiro, o Mulherinvest.com.br, e pensa ser extramamente necessário o espaço da mulher dentro da Bovespa, pois o público feminino não tem com quem conversar ou tirar dúvidas.
Em entrevista para o Panorama Brasil, Sandra nos contou sobre sua carreira e como entrou no mundo dos negócios."Como o mercado de capitais é em sua essência masculino, ou a mulher reclama que o marido não explica seu funcionamento, ou ela é sozinha e não consegue esclarecimento dos amigos", diz Sandra. "Quando faço uma palestra vejo como a mulher chega insegura e quanto ela precisa de alguém para trocar idéias, conversar e tirar dúvidas. Quando elas saem, fico com a sensação de trabalho realizado."
Segundo a consultora, os bancos já percebem a carência e estão se preparando para receber as mulheres.  "O público feminino veio para ficar no mercado financeiro. Conquistou mercado de trabalho e independência financeira. Agora, quer formar patrimônio e pensar no futuro, na aposentadoria".
Sandra lembra ainda que este mercado é cheio de altos e baixos e recomenda que na hora de investir se programa. “Falo sempre para as mulheres que não é um jogo investir em ações - há analistas pensando e estudando tecnicamente os papéis. Por isso, dou três conselhos à mulher interessada: primeiro, buscar informação; segundo, procurar orientação profissional; e, finalmente, ter disciplina."
E ainda bate-papo rápido Sandra respondeu alguns questionamentos:
Com qual foi sei intuito quando resolver fazer o livro e criar um site que falasse sobre investimentos e finanças?
Há doze anos atrás, a informação não estava disponível. Não se falava sobre educação financeira para todos.  Vi um mercado potencial, quis imprimir meu trabalho e fazer chegar a um público maior.
O que resulta nesse interesse maior da mulheres em querer entender mais sobre a bolsa de valores e finanças?
Em aprendizado, experiências e ganho de capital.
O que você achou da popularização das ações, onde todos podem ter acesso a este tipo de investimento?
O programa de popularização da bolsa também disponibilizou informação, abriu as portas da Bovespa para o pequeno investidor e para o investidor iniciante e conseguiu transmitir confiança para a população.
Ainda existe preconceito por parte dos homens ao ver que esse número de mulheres crescem no decorrer dos anos?
Acho que não.  No mercado o que manda é o dinheiro e as mulheres estão fazendo muito dinheiro no mercado de trabalho, então são bem vindas ao mercado financeiro.
Hoje cerca de 150 mil mulheres investem na bolsa. A que você remete este tipo de crescimento?
- à disseminação de informação:  livros, sites, palestras, redes sociais.
- à maior preocupação com o futuro.
- à maior renda.
As escolas deveriam dar aulas de educação financeira para que as pessoas no geral pudessem aprender desde crianças ou desde cedo a cuidar do seu próprio dinheiro?
Com certeza, isso ajudaria muito.
Uma pessoa pode viver somente com os lucros feitos através dos investimentos?
Pode sim, desde que tenha acumulado o suficiente para gerar renda que mantenha o padrão de vida.  É preciso um planejamento muito rigoroso.  É preciso também muita disciplina.

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